Sombra de Fobos, seu gêmeo,
Serpeiam olhos de Deimos.
Quando descuida-se a presa
Ele investe de surpresa:
Dispara, alveja, detona,
Dos bravos despe as dragonas;
Mata velhos e crianças,
Finda vidas e esperanças.
Dos atos sempre covardes
Castigos chegam tão tarde.
Desconsolo das famílias
Assombra o sono e a vigília:
Recorrentes pesadelos,
Emoções em atropelo,
Pavores multicromáticos,
Dores de stress pós-traumático.
Tudo que é mal se avista,
Quando com Deimos se alistam,
Fanáticos terroristas:
Braços da Morte,
Clavas de Deimos,
O Terror.
set 28
Deimos
set 27
Inteligência
Forças da natureza, irresistíveis;
Avalanches, erupções vulcânicas,
Furacões e tornados, ventos irascíveis,
Enchentes e tormentas oceânicas,
Terremotos e incêndios florestais,
Frentes frias e ondas de calor,
Nevascas e auroras boreais,
Noites claras pelo fulgor
Irresistível dos raios
Vulcânicos nos vapores sulfúreos
Irascíveis que ascendem da rocha em
Oceânico fluxo de lava, incandescendo
Florestas reduzidas a fósseis carbonos pelo
Calor estorricante;
Boreal
Fulgor nas paisagens gélidas do pensamento:
Seja assim tua inteligência
Ao defrontar-se com canalhas.
set 18
Fobos
Improvável rebento de Amor e Guerra,
Elmo argênteo nos confins do pensamento
Aguilhoa a vontade, exacerba o lamento,
Até dos mais bravos a força soterra.
Granizo da mente, torpor inimigo,
Hesita o guerreiro de trêmula maça:
Pernas infirmes que os pés embaraçam
Apressam seus passos quedando ao jazigo.
No solo onde pisam sandálias de Fobos
Rapinam as areias abutres e lobos,
Regalam-se sádicos livres pendores;
Somente a Esperança opõe-lhe o escudo
E da Fé a lâmina pontiaguda
Derrota sua falange de dissabores.
set 17
Rejeição
Mentiria se dissesse que tua recusa me é indolor;
Que a frialdade de tuas missivas não me enregela;
Que teu desdém não me afoga em vagas de procela;
Que meu rosto irado e triste não evanesce em rubor.
Jamais direi que de teu louvor não necessito,
Que teu aplauso não incensa meus sonhos,
Que não arde o meu velho coração bisonho,
Que não me prostro em inerme adoração ao mito.
Abanas-me como a incômodo inseto;
Humilhas-me enquanto manténs secreto
O motivo pérfido por que me ignoras:
Desdém, calúnia e tripúdio,
Tríade em promíscuo conúbio,
Que me tortura no correr das horas!
ago 26
Dreapta Măsură | (tradução) A justa medida
Dreapta Măsură(Emil Cioran) |
A justa medida(Tradução por Alexei Gonçalves de Oliveira) |
| Un pic de durere te face profund, Mai multă durere te-afundă prea mult. C-un pic de avere n-ai lipsuri în casă, Cu multă avere n-ai somn şi te-apasă. Un pic de-mplinire te face mai bun, C-un pic de respect eşti încrezător, C-o slujbă, desigur, ai pâine pe masă, |
Um pouco de dor faz de ti mais profundo Mas dor excessiva só leva-te ao fundo. Com poucos haveres, nada falta em casa, Com muitos o sono oprimido bate asas. Um pouco que imprimes te faz bem melhor, Com pouco respeito, és mais confiante, C’um emprego, claro, tens pão sobre a mesa, |
ago 24
O Assunto
Que assunto deseja o bestunto
No festim das mesas de botequim?
Quimeras nas salas de espera,
Verdades tíbias que derretem nas mídias
E fedem.
Do assunto festejam as mídias
As tíbias quimeras das mesas de botequim,
Enquanto esperas, bestunto, no festim das salas,
Verdades que fedem do que desejas
E derretem.
E enquanto tíbio esperas bestunto na mesa
Quimeras que fedem ao festim da mídia –
Verdades de botequim –
Derretem nas salas
O assunto.
Da mídia nas mesas das salas
Esperas festim de verdades bestuntas –
Assuntos para o botequim –
Fétidas, derretidas, tíbias,
Quimeras.
ago 19
Tímidos introversos
Um viva a nós, os tímidos, os introvertidos!
Mas um viva silencioso, discreto, sem espalhafato:
Um viva de olhares de esguelha e meios sorrisos de comissura;
Um viva sem fogos, brindes, aplausos ou gritos;
Um viva de olhar submerso no fundo do copo;
Um viva invisível ouvido no íntimo;
Um viva oculto, tímido, introverso;
Mas, assim mesmo, um viva,
Pois, assim mesmo, bem viva,
Pois, assim mesmo, Deus nos fez
Vida: viva!
ago 18
Debate eleitoral na TV
Ele mente, tu mentes, eu não minto,
Debate sem debate, que teatro!
Na TV espolinhando-se os helmintos
Cínicos facínoras: candidatos!
Das perfídias e dantescas insídias
Cujos rostos mascaram-se em acrônimos;
As falsídias e andrôminas desídias
No eleitor provocam ânsia de vômito!
Ó destino que se augura ominoso
Aos que escolherem uma entre as raposas
Que os dentes cravarão em nossa carne:
Do poder ilusionista do marketing
Eleitoral, bico doce e voz acre,
Contra seus ardis: eleitores armem-se!
ago 16
Imn lui Ştefan cel Mare (tradução)
| Imn lui Ştefan cel Mare (Vasile Alecsandri) |
Hino a Estêvao, o Grande (Tradução de Alexei Gonçalves de Oliveira) |
| La poalele Carpaţilor, Sub vechiul tău mormânt, Dormi, erou al românilor, O! Ştefan, erou sfânt! Ca sentinele falnice Când tremurau popoarele Cu drag privindu-ţi patria În cer apune soarele Prin negura trecutului, În timpul vitejiilor, O! mare umbră-eroică, În poalele Carpaţilor, „Un gând s-avem în numele |
Ao sopé dos Cárpatos, Sob lápide veneranda Dormita, dos romenos bravos, Ó! Estevão, viril e santo! Qual sentinela garbosa Quando tremia o populacho Com amor tua pátria vigiaste No céu põe-se o sol Pelas névoas do passado Nos tempos de maior bravor, Ó! Grande sombra heroica, Ao sopé dos Cárpatos, “Uma ideia para ter em nome |