Olavo de Carvalho

Nas ideias brindaste a solidão:

Das estéreis, mortas inteligências,

Ferem-te o opróbrio e a demência,

Dos compatriotas – nossos irmãos!

 

De teu curso fizeste lenitivo:

Santo remédio para almas canhotas,

Doce unguento para as mentes cambotas,

Letárgicas, do imbecil coletivo!

 

Censuras vis e magras como óbolos

Esputam hereges da Nova Era:

Estertoram – vermes! – na lama a inveja,

 

Da sublimidade fazem quimeras,

Escarnecendo das palavras régias,

Pois que – ora veja! – foste um dia astrólogo!

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